2011/Manifiesto/Gl

De Hackmeeting

Revisión a fecha de 18:37 13 oct 2011; Geeksha (Discutir | contribuciones)
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Galego

Manifiesto MeigHacks 0.1


O direito a umha informaçom livre que se converta num conhecemento livre, é um dos pilares sobre os que se tem asentado desde sempre o Hackmeeting. Pero é moito máis que isso.

É este ano no que a indignación as praças, no que os direitos de autoría e que as sociedades asociadas (SGAE no Estado Espanhol, e spa em Portugal) estám no ponto de mira da Lei, na que se aprova em Europa que o copyright perdure até 70 anos em lugar de 50, mentras os recortes no gasto social dos organismos públicos e os acordos coa troika ponhénos a muitas na rúa. Hai motivos pois para o pracer de atoparse e pensar, de ensinarnos e compartilhar.

Hackers, hacktivistas, nerds, lurkers, hobbistas da tecnología, geeks e outras personalidades friquis voltamos a nos ponher mans á tecla para bit a bit e ping a ping implementar outro HM.

Para entrecruçar os fíos do social, a tecnología e a política desde a autogestom, dum espaço horizontal no que desapareça a distinçom entre quem programa e quem emprega, entre servidores e clientela nos protocolos das persoas.

Agora que cada día esquécese a idea esencial do software livre, mentras as grandes empresas obviam os éxitos do modelo aberto de producçom de conhecemento, admirámosnos de que a crecente complexidade dos xoguetes dificúltenos cada vez máis a súa desmontagem e armado.

Assim só quédanos por dizer:

A vós, poderes políticos e financieiros, cansos gigantes de carne e aceiro, vimos da praça, origem milenario dos foros populares, ágora sempiterna do debate, escenarios vivos da creatividade das pessoas.

Desde aquí, de novo, queremos recuperar o poder que nalgumha ocassom institucionaliçachedes, burocratiçachedes. Para isso, estamos a construír um jeito de criar, um novo xeito de relacionarnos, de desfrutar compartindo e aprender ensinando. Desta maneira, practicando a autoformaçom colectiva, fazemos resurgir um novo mundo onde queremos viver e nom sobreviver. Todo isto na superlumínica velocidade do neutrino, ou nom tam rapido que as cabeças já resónanos com tanto malware, ISPs avariciosas, códigos ofuscados, roots, sitsemas zombies e hardwares privativos que nos bugueam.

Lançamos arpóns enmeigados para rastrexar as nossas viagens seguendo malhas de redes distribuídas atlánticas, subacuáticas e intracutáneas, conectadas com mares infinitos. Interconectámonos com a certeça de que podemos ser máis fortes que as grandes corporacións que han convertido nuestra privacidad en su producto. As nossas redes sociais confórmam-se de pessoas convergendo em organismos colectivos.Somos máquinas de guerra, somos máquinas de vida coordenando engranagens sem respeitar as fronteiras establecidas, unidos polo mesmo océano prácido e enfurecido. Como marinheiras e redeiras digitais sabemos que "a" mar é a nosa nai e a nosa amante, ao seu compás fluiremos.

E neste momento,a esta marexada TAZ chamámolo MeigHacks, porque o bit se nos está a encher de area, de herbas medicinais, de tempo passado, porque a ciencia já nom nos cura nem as academias nos ensinam. Pero se as redes, os montes, os howtos, as wikis, as faqs dos saberes ancestras. Sumergímonos no buceo de ver que todo é misterio e envolvernos num gorro meighack de pensar e contemprar que hackeos nos brindam estas meigas computeriçadas.
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